Um pouco mais de açúcar
se perder no abismo que é pensar e sentir.


Domingo, Janeiro 23, 2005  

depois de todas as excitações gastronomicas dos últimos dias.
ainda não penso em fazer dietas à base de alface e sopa com nabo.
prefiro o rosto redondo de sempre.
e o vitor trouxe lá da locadora pra mim
"minha vida sem mim" e os meus olhos ainda estão meio vermelhos
não que eu tenha bebido ou usado qualquer outra coisa
gostei muito do filme
fiquei lá quietinha assistindo tudo e tentando entender cada frase.



"Foi tão belo viver quando vivias...
O mundo é mais azul
E mais terrestre de noite
Quando durmo, enorme,
Dentro de tuas breves mãos."


Pablo Neruda



sem grandes coisas a complementar.
só sei que agora eu tenho um all star vermelho.

talvez pensado por Aline | 1:18 AM
[se tem algo a dizer]

Domingo, Janeiro 16, 2005  

relembrando a velha poesia:


Clarisse
(Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá)


Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado
Quem diz que me entende nunca quis saber
Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha
E Clarisse está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto, seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer
Uma de suas amigas já se foi
Quando mais uma ocorrência policial
Ninguém entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom-samaritano
Cumprindo o seu dever, como se eu fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe pra mim, não tente
Você não sabe e não entende
E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito
Clarisse sabe que a loucura está presente
E sente a essência estranha do que é a morte
Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo
O medo de voltar pra casa à noite
Os homens que se esfregam nojentos
No caminho de ida e volta da escola
A falta de esperança e o tormento
De saber que nada é justo e pouco é certo
E que estamos destruindo o futuro
E que maldade anda sempre aqui por perto
A violência e a injustiça que existe
Contra todas as meninas e mulheres
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço
Clarisse está trancada no quarto
Com seus discos e seus livros, seu cansaço
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo resistir
E vou voar pelo caminho mais bonito
Clarisse só tem quatorze anos

talvez pensado por Aline | 11:57 PM
[se tem algo a dizer]

Quarta-feira, Janeiro 12, 2005  

e quando a solidão pegar as suas mãos e te levar para o canto mais escuro do mundo
faz de conta que eu tô aqui
esperando por ti.
pegue em minhas mãos e diga que nunca dirá coisas como aquelas.
nunca mais irá me ferir e me culpar
por absurdos que você acredita serem sérios.
e eu sempre choro mesmo não querendo.
mesmo optando pela alegria.
choro de alegria e sinto que isso escorregue pelos meus dedos.
nunca tenho plena consciencia do que faço.
meio lezada, desde o nascimento.
sempre firo quem eu não quero ferir.
minto.
finjo.
sonho.
te esqueço.
te reencontro em meus sonhos abobados.
e vejo que isso ainda existe em mim e a cada dia me sufoca um pouco mais.
parece que pára e volta.
e a dança continua mesmo não querendo.
porque eu dancei killi desse jeito assim ó sabe.
me encantei por palavras estranhas
pensei em como eu seria desse outro jeito que só eu conheço e não quero te apresentar.
minha mãe diz que sou um caso perdido
e acredito nisso.
sonha comigo tá.
"cansados de perder alguns tentam mudar por dentro."
é o que eu ouço.

talvez pensado por Aline | 1:54 AM
[se tem algo a dizer]

Domingo, Janeiro 09, 2005  

"Você pode ter idéia
Por a cara pra fora
Você não precisa existir"


e a titia conseguiu voltar das férias.
superou transito.
discursos mal feitos.
e esperanças desestruturadas.
um bom natal, tedioso, mas bom.
um ano novo lindo.
praia lotada.
e o meu guarda-sol onde por?
velhos recados vieram tirar-me o sono.
"tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação.
horas livres para pensamentos livres.
livres do teu preconceito e das tuas ameaças.
não preciso acreditar que aquilo fora certo
só porque você achava isso e me empurrava pra lá.
"todos os dias em que não há dança estão perdidos."
e tem muita dança por aqui
eu gosto de dançar the strokes.
e por que você sempre esquece que eu gosto de dançar?
"nossos pés que dançam sobre escombros."
você nunca pode ser um ventriloco.
qual o sentido?
obscuro.
"tornei-me cego, você não me olha.
tornei-me esquecido porque você não me recorda."

e eu não perdi os melhores dias da minha vida
pensando em tudo o que me angustiava.
e hoje o dia resolveu nascer mais bonito.
feliz ano novo pra todo mundo.
e boa semana.

no post banda sitada
colligere
que eu acabei de conhecer

talvez pensado por Aline | 11:54 PM
[se tem algo a dizer]
viva! passou
sucesso master
tô em todas