Domingo, Outubro 23, 2005


sim, um ano.
aqui completamos.
passados por tudo.
crises de existencia.
choros.
emocoes.
manhas chuvosas.
desgostos.
amores.
gostos.
eu queria ter sido uma borboleta durante todos esses meses.
eu queria ter sido um pouco menos abstrata.
deveria ter deixado de pedir para que acreditassem tanto em mim.
podia ter dito, nesse um ano,
que amava voce.
ou que te achava tao de plastico que senti nojo
da sua presenca.
foram ataques histericos de ciume, mudos.
todos sem uma palavra.
foram saudades
de tudo todos.
foram viagens.
abracos, cafunes, dores de barriga
e muitas dores de garganta.
sonhos completos.
estruturas flacidas.
dias de espera, de estudos.
muitas musicas.
inseguranca.
noites mal dormidas.
pessoas novas
lindas.
descrencas e muitas crises de romantismo melancolico.
aplausos destruidos.
inconstancias.
e assim, obrigada.
todos voces que por algum motivo do destino aqui vieram
nesses 365 dias.
e deixaram suas palavrinhas ai.

...que voces estejam aplicando direitinho
suas respectivas insulinas.
e estejam indo em seus respectivos
psicanalistas...


=* em cada buxexa.
e hoje, o bolo de brigadeiro!
Talvez jogado pra fora por Aline | [mais açúcar?]
Sábado, Outubro 22, 2005
memoria...ow




...

esqueci os velhos caminhos que me levavam
ate em casa.
esqueci das minhas musicas preferidas.
esqueci dos velhos sentimentos
que me guiavam pra perto de voce.
esqueci do rosto feliz da menina.
esqueci que nao posso chorar em publico.
esqueci que eu sempre sou gentil.
esqueci as chaves de casa
numa mesa qualquer
e agora estou aqui, sentada do lado de fora.
enquanto eu tentava esquecer os motivos
que me levaram ate aquele lugar
eu ri ate perder as forcas.
e me debrucei sobre a mesa esperando
por um gosto novo.
melao, talvez.
oferta do dia: suco de pera.
beijos.
gosto de ver a expressao de satisfacao
daqueles rostos confraternizando-se.
em qualquer lugar eles estao bem.
e eu to la.
ouvindo aquelas vozes,
presenciando aqueles desejos
e sentindo que nao tenho como esquece-los.




#ana carolina/confesso#
Talvez jogado pra fora por Aline | [mais açúcar?]
Domingo, Outubro 16, 2005
sou uma invencao da sua mente.
voce acha que eu existo e ate respiro.
mas sou um prototipo falho
daquilo que geme
e traz instabilidade.
eu sou uma invencao anonima
de seres que querem saborear
um pouco mais.
sou mastigavel.
perecivel.
mas nao sou apalpavel.
nao existo.
voce acha que aline te pertence.
mas quem?
sou a queda de atitude.
e de pressao.
eu gosto de trazer desagrados
e questionamentos vagos.
serei eu o fim da sua arte?
gosto de sonhar e te perder.
nao estou nos seus sonhos.
nao me pertence te pertencer.
e eu acredito que voce tambem nao exista.
eu observo.
eu grito.
eu fujo de multidoes.
porque elas tambem nao me veem.
cansei da invisibilidade perante estes olhos.
sou esquecida demais
e perdida nos meus agradecimentos
de quem nao existe, nao respira.
eu tenho dinossauros pertencentes ao passado.
tenho um personagem de novela no presente.
sou o nao pertencer.
o nao esperar.
o nao entender.
ele cruza por mim em mais uma segunda.
eu sou invencao da mente dele.
essas coisas soh acontencem em novela
e tem cleo pires como personagem.
nao quero pertencer a ilusoes.
nao quero ouvi-lo gritar.
como ser que nao existe, eu tambem
nao sei dar valor.
eu perco tempo.
eu perco a calma, o sossego.
eu desafio os outros a ouvirem meus conselhos.
eu desafio meus ouvidos de pinico a ouvirem
a televisao que insiste em me apalpar.
eu sou fruto de suas andancas.
quem mansou me achar?
te vejo por toda parte.
e ainda me ouco cantarolando tudo de mais anormal
que o pato fu ja fez.
eu me empolgo dancando no mercado.
gosto de elevadores e pessoas dentro dele.
odeio conversas matinais.
eu sei que eh desagradavel
andar de guarda-chuva.
e sei tbm que
vou lembrar de voce
pro resto de meus dias inanimados, de pessoa que nao existe.
voce acha que me ve.





deleta: estava eu, numa manha fria
onde nao carregava uma blusa de frio.
la, sentada a espera de quase um milagre.
seria aline?
Talvez jogado pra fora por Aline | [mais açúcar?]
Domingo, Outubro 09, 2005
garotos de meu brasil.
os que pertencem a minha vida.
sim, abaixo um trecho de "o cortiço" de aluisio de azevedo que se eu nao me engano encontra-se na pagina 135.
um dos poucos (talvez unico!), que tenho lido por obrigacao e que nao inferioriza a mulher.
e ainda a endeusa.
e tudo pensando ai embaixo, se refere a pombinha que na minha opiniao eh a personagem mais interessante do livro.
chega de indeferenca, babies!


"uma aluviao de cenas, que ela jamais tentara explicar e que ate ai jaziam esquecidas nos meandros do seu passado, apresentavam-se agora nitidas e transparentes. compreendeu como era que certos velhos respeitaveis, cujas fotografas Leonie lhe mostrara no dia que passaram juntas, deixavam-se vilmente cavalgar pela loureira, cativos e submissos, pagando a escravidao com a honra, os bens, e ate com a propria vida, se a prostituta, depois de os ter esgotado, fechava-lhes o corpo. e continuou a sorrir, desvanecidana sua superioridade sobre esse outro sexo, vaidoso e fanfarrao, que se julgava senhor e que no entanto fora posto no mundo simplesmente para servir ao feminino; escravo ridiculo que, para gozar um pouco, precisa tirar da sua mesma ilusao a substancia do seu gozo; ao passo que a mulher, a senhora, a dona dele, ia tranquilamente desfrutando o seu imperio, endeusada e querida, prodigalizando martirios que os miseraveis aceitavam contritos, a beijar os pes que os depreimiam e as implacaveis maos que os estrangulavam."


__

dizer seria muito banal.
mas mesmo assim eu insisto.
nao adianta esconder nada
nada.
e se voce pensa em me enganar,
pode ter certeza
quem sai enganado eh voce.

e deixa as garotas do bulimia gritarem
e enfrentem o bumerangue.
Talvez jogado pra fora por Aline | [mais açúcar?]
Sábado, Outubro 08, 2005


...

...e sentir assim eh so o principio
de toda a instabilidade que se possa sentir...



e o comeco da semana com sintomas horriveis.
enjoo.
tontura.
garganta inflamada.
dores por todos os lados.
momentos de febre e calafrios.
meio da semana e o dente do ciso
que resolve dar sinais de anormalidade.
dentista.
okay.
anestesia gigante.
labios e lingua dormentes.
sono profundo.
"depois da cirurgia, no dente do ciso, a aline nunca mais foi a mesma."

e hoje,
durante o banho matinal
me deparo com o cheiro do meu final de ano na praia
junto com as 6h de transito.
que me fez lembrar de como
eu pensei que tudo daria certo.
de como eu admirava a beleza daquele garoto
com quem passei a infancia.
e me lembrou
que eu ainda nao vi as vacas la na avenida paulista.
e isso me lembrou que preciso ve-las.
e fez lembrar, por acaso, tambem
de uma amostra de algo que vi no jornal
la no itau cultural.
e aquilo de "que chita bacana"
no sesc belenzinho.

e a inconstancia da minha mentalidade.
nao vejo as coisas como eu as via ontem.
e agora acho que nem tudo pode ser assim.
infelizmente, as minhas mudancas bruscas de atitude
nem sempre sao legais.
e eu sinto que tudo pode mudar
e posso, de repente, esquecer de ser gentil.

- eu arranco a sua blusa!
- e eu...e eu...e eu arranco seu bojo!
[ow que maldade. poxa.]

Talvez jogado pra fora por Aline | [mais açúcar?]
Sábado, Outubro 01, 2005
baby, estou aqui.



...


no tremor dos teus bracos
talvez, encontrar um pouco de sossego.
e nas sensacoes perfeitas
todo o meu carinho.

as luzes atrapalham
nao quero que brilhem aqui
por enquanto, elas nao me deixam ver.
e tenho todo o nervosismo comigo.

parei de rabiscar papeis
com minhas palavras repetidas.
cansei das mesmas musicas que tocavam antes.

eu tento lembrar dos oculos
toda vez que sento aqui.
memoria falha.

estudar.
estudar.
estudar.
estudar.
e sempre achar que nao ta preparada.
errei aquilo tudo de trigonometria.

isso nao pertence a sua area de cobertura.
favor consultar os precos de nosso roaming.

baby, eu vou estar aqui.







#bionica/da vez em que fui ao supermercado e resolvi todos os meus problemas de ordem emocional#
Talvez jogado pra fora por Aline | [mais açúcar?]
tô em todas
sucesso master
viva! passou
créditos
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