Sábado, Fevereiro 18, 2006
"-abra essa porta, que direito você tem de me privar desse castelo que eu construí pra te guardar de todo mal, desse universo que eu desenhei pra nós?"
_loshermanos

agora já não temos mais portas pra abrir ou fechar.
agora está tudo estúpido demais.
sentimentos desenhados dentro de mim.
hoje.
tudo se desfez, como se eu fosse sair voando.
nunca, nunca doeu tanto como dói agora.
e eu te pedi sempre pra bater a merda dessa porta.
e agora a única coisa que queria era que ela tivesse aberta.
e que você me abraçasse... dizendo ao menos que sentirá falta
de tudo que a gente nunca sentiu.
"é o melhor pra você."
não, não é.
desenhos.
rabiscos.
te odeio.
você me fez muito mal esse tempo todo.
te odeio
te odeio.



qualquer outro sentimento do dia, ai está:
/bicolour




#björk & tori amos/wrapped around your finger#
Talvez jogado pra fora por Aline | [mais açúcar?]
Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006
você manteve essa porta entre-aberta durante tanto tempo que eu esqueci que tudo tem um fim.
tudo tem um ponto final.
bata a porta.
já bateu?
obrigada.









ponto final nessa história.
Talvez jogado pra fora por Aline | [mais açúcar?]
Sábado, Fevereiro 11, 2006
na volta pra casa.
depois de chuva, gente chata.
gente legal.
gente neutra.
você senta poem os fones
e o morrissey começa com um desenfreado
"let me, let me, let me
let me get what I want
his time"
ele pára, respira toma um certo fôlego e recomeça
agora em outro tom.
menos suave.
"he will not rise for anyone
and pretty girls make graves
oh really ?
oh ..."
e tanta gente ali
parece que todo mundo olha pra você
e todos se perguntam "será essa menina, aquela mesma de ontem, que

estava rindo sozinha?!"
isso é muito complexo.
como tudo tem sido ultimamente.
complexidade exagerada.
talvez se eu e você não fossemos tão
complexos
nada teria graça
você seria comum
e eu seria sua cópia.
por que você pensa tanto?
por que isso tudo me traz coisas somente boas?
e por que eu voltei quatro vezes duas cores do mombojó?
desenfreadamente.
não conseguia me desgrudar daquilo de
"dai-me outra cor
que não seja a do seu olhar
dai-me outro amor
que venha pra me perpetuar
dai-me outra cor
que não tenha o que eu quero enxergar
dai-me uma dor
que sirva para eu acordar
dai-me outra cor, dai-me um amor, dai-me uma dor"

brian molko tentou por vezes
me contar coisas
me dizer suas experiencias.
mas eu não lhe dei ouvidos.
eu não lhe trarei flores.
não lhe cantarei nada.
eu vou dizer que estive por ai
que senti saudades.
que sonhei contigos todos dias.
"pelas esquinas que eu andei
nenhuma delas te encontrar
mas eu tou sempre por aqui
quando quiser, é só chamar"
Talvez jogado pra fora por Aline | [mais açúcar?]
Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006
súbita inspiração?

e eu fico contando os minutinhos aqui.
cada minuto que passa.
cada som que sai dos meus fones.
mas seus olhos não conseguem se aproximar dos meus.
seus pensamentos não são meus.
e eu sei disso, mas eu adoro acreditar nessas minhas tolices
de sair gritando aos quatro cantos da casa
que eu precisaria de você mais do que eu gostaria de precisar.
e que você sim, me fez bem nesses ultimos dias.
eu penso em te precisar, em te querer, em te ter.
você podia me dar sinais de que isso é verdadeiramente correto.
mas parece que tudo se transforna num grande abismo
e que você também será mais um
que deixará de brilhar aqui.




#em meio a uma conversa msnzistica com a lumbriga inutil e a perversa
mental, por isso... deleta!#
Talvez jogado pra fora por Aline | [mais açúcar?]
Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006
e a tudo nos acostumamos.
acostumamos a amar aquele mesmo sujeito por meses.
acostumamos a pegar aquele mesmo onibus lotado, todo dia.
acostumamos aos nossos amigos velhos e os novos também.
acostumamos a ver as pessoas por webcam e assim matar as saudades.
acostumamos a bisbilhotar os orkuts alheios.
acostumamos a dizer que amamos.
acostumamos com o bom dia do zalador.
acostumamos a nunca receber o um centavo que sempre fica no mercado.
acostumamos a escrever estranho.
acostumamos a olhar o relógio de minuto em minuto.
acostumamos a dar palpite na vida dos outros.
acostumamos a arrumar a cama, mesmo sendo algo tão inútil.
acostumamos a nunca receber flores, nem cartões de boa noite.
acostumamos a passar cremes diferente em cada pedaço do corpo.
acostumamos com os óculos pros olhos com astigmatismo e miopia.
acostumamos...
a gente se acostuma com as coisas.
mesmo quando não deveria acostumar.




fotolog.com/bicolour
assim são as fots acostumadas do meu dia.
até tirar fotos a gente se acostuma.
Talvez jogado pra fora por Aline | [mais açúcar?]
Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006
teresinha
_chico buarque

o primeiro me chegou
como quem vem do florista
trouxe um bicho de pelúcia
trouxe um broche de ametista
me contou suas viagens
e as vantagens que ele tinha
me mostrou o seu relógio
me chamava de rainha
me encontrou tão desarmada
que tocou meu coração
mas não me negava nada
e, assustada, eu disse não

o segundo me chegou
como quem chega do bar
trouxe um litro de aguardente
tão amarga de tragar
indagou o meu passado
e cheirou minha comida
vasculhou minha gaveta
me chamava de perdida
me encontrou tão desarmada
que arranhou meu coração
mas não me entregava nada
e, assustada, eu disse não

o terceiro me chegou
como quem chega do nada
ele não me trouxe nada
também nada peruntou
mal sei como ele se chama
mas entendo o que ele quer
se deitou na minha cama
e me chama de mulher
foi chegando sorrateiro
e antes que eu dissesse não
se instalou feito um posseiro.
dentro do meu coração




eu descobri que se a gente não tenta não há como saber.
;)
Talvez jogado pra fora por Aline | [mais açúcar?]
tô em todas
sucesso master
viva! passou
créditos
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