Sexta-feira, Abril 21, 2006
ele me olhava com uma cara de afronta
me dizendo "você não vai almoçar hoje!"
engraçado, como esses caixas eletrônico gostam de me afrontar.
de me fazer passar nervoso.
eu despejei em cima dele todos os nomes feios que a vida me ensinou.
ele continuava me olhando com aquela cara de despeito
e me pedindo as três letras.
três letras que ninguém nunca te deu, ninguém!
será que ele não entende o seu problema?
não, ele não entende.
ele tem dinheiro pro almoço, suficiente pra ir num restaurante tailândes.
francês.
libânes.
eu olhando pra ele, pensando em como acabar com aquele infeliz.
se eu chutasse talvez caíssem moedas, o suficiente pruma coxinha no bar da esquina.
engraçado mesmo era ver a expressão de safadeza
daquele caixa eletrônico
odeio cara de caixa eletrônico, cara parada.
mas esse ainda era mais chato... "pedala aline"
eu podia ler claramente nele isso.
virei as costas, com cara de desolação
e fui embora.
pensando no quanto caixas eletrônicos me odeiam.
Talvez jogado pra fora por Aline | [mais açúcar?]
Sábado, Abril 08, 2006
hoje eu acordei sentindo falta do seu corpo pra pegar
da sua voz
da sua vida na minha vida.
e acordei dizendo que tava atrasada pra vida andar, pra vida correr como a vida corre.
pulei e sai correndo em direção a conversas entusiasmadas
e gente que sempre nos faz bem.
falar sobre amizades de ontem
e sobre acontecimentos que nunca mais aconteceram.
nota-se a mudança da menina que no lugar de coração
possuía uma imensa abobóra podre
e uma imaginação pras ilusões que só eram dela.
eu usei um novo xampu nos cabelos
e descobri que eles adoram essas minhas mudanças bruscas.
volta a chover na capital, volta a fazer falta.
e volta a curiosidade.
todas as suas roupas estaram rasgadas, seus cds quebrados
e sua cabeça revirada.
bela lua, encantadora lua.
e então eu te abraço e digo que te amo.
Talvez jogado pra fora por Aline | [mais açúcar?]
Sábado, Abril 01, 2006
nunca o caminho de casa foi tão rápido, curto e encantador.
nunca a lua me olhou tão bonita, mesmo com o céu nublado da capital, que não tem estrelas nem novos cometas.
nunca eu me senti tão próxima de dizer tudo que disse.
nunca me senti tão assim.
nunca.
Talvez jogado pra fora por Aline | [mais açúcar?]
tô em todas
sucesso master
viva! passou
créditos
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