"quando ela mente não sei se ela deveras sente
o que mente para mim
serei eu meramente mais um personagem efêmero da sua trama
quando vestida de preto, dá-me um beijo seco
prevejo meu fim e a cada vez que o perdão
me clama"
ela estava rodeada de situaçoes favoraveis.
favoraveis para se manter alheia
comprar novos sapatos
se fingir de muda, morta.
ela tinha tudo o que queria
e no final, nunca teve nada.
nunca fez quetao de ter...na verdade.
maria, daniela, joana, claudia, ana...
o que importa?
quem interessa?
ela tinha o céu e o inferno... o infinito dentro de si.
vontade de ousar, de explodir.
ela podia ser como queriam que ela fosse
abstrata.
eu nao preciso ver pra sentir que dói.
mas tem dia que eu insisto na vontade... na vontade de lembrar com carinho.
carinho que eu guardo dentro de mim.
carinho que possui pontadas de desamor.
eu apenas te abandono.
em qualquer esquina
qualquer dia
sem perceber.
sao coisas do destino, meu amor.
você deveria estudar mais.
se interessar mais.
resolver todos os exercicios.
e ainda, rever a matéria do dia.
mas é tudo bem ao contrário.
você nunca lê os livros da escola.
não se interessa pelo o que dizem.
e o pior, não sabe como começar aqueles exercícios.
e diferente da maioria.
você, tem dia, que não suporta olhar pra nenhuma daquelas caras.
e você queria sair correndo.
e evitar aquelas mentiras.