Sexta-feira, Junho 27, 2008
as minhas histórias.
eu sou do tipo que não faz alarde com pouca coisa. do tipo que mantem a discrição em primeiro plano, seja lá qual for a situação.
gosto de lugares pequenos, de poucas pessoas.
tenho poucos e melhores amigos. aquelas meninas que me acompanham desde o primário. aquele menino que eu conheci na faculdade. ou aquela menina que eu só imagino como seja, que ouvi umas duas vezes a voz. tem aquele que promete vir me ver há uns três anos, e todo ano eu espero ansiosamente por esse dia.
eu espero. e vou continuar esperando.
o rádio da cozinha aumenta o volume sozinho.
eu esqueço metade das coisas, mas eu guardo rostos e paisagens muito bem.
a minha profissão me obriga a ser extremamente detalhista e observadora.
eu tenho memória pro que me convém.
já conheci o cara da minha vida. algumas vezes, talvez.
conheci o mesmo cara várias vezes, de várias formas por muito tempo.
tenho medo.
medo de perder.
medo de domingos a tarde.
medo de dias chuvosos.
tenho medo, muito medo de radiohead.
e se a pj harvey aparecer diga que fui morar na estônia.
tenho medo dela também.
medo de misturar domingos, chuvas, ela e radiohead, um coração vazio, uma vida amarga.
tenhos histórias, carinhos, pessoas e alguns objetos que me levam a essas histórias... esses carinhos... essas pessoas.
tenho uma vida de dezenove anos dentro de uma caixa.
e tinha tanto medo antes, que aquele cara da minha vida nunca soube que ele era o cara da minha vida.
e continuo amedrontada.
mesmo pensando no coração vazio, nas tardes de domingo... eu não sei como dizer.
não consigo ser explícita pra esse tipo de coisa.
talvez um "eu te amo" tenha me feito falta.
ou um "vai embora".
tem gente que eu nunca conseguir largar, acho que é pra sempre.
tem gente que nunca me largou, a essas eu agradeço.
tenho os meus patrimônios, minúsculos e grandiosos.
guardo sem alarde, sem efusão.
guardo comigo os domingos, os carinhos, as pessoas.
aguardo a próxima história a ser contada no bar da esquina, no fast-food mais próximo ou ali.
jogado fora por Aline
9:59 PM
Domingo, Junho 01, 2008
carta.
fazem alguns dias que eu tenho tentado falar com você. eu te liguei, deixei recado, você nunca me deu uma resposta convincente. você nunca foi capaz de me convencer de uma única palavra.
acostumei com os seus sumiços tão presentes, acostumei a te achar infeliz e te xingar todos os dias. eu queria dizer que gosto, gosto pra caralho de você. falta coragem pra dizer tanta coisa. sobra tanta confusão.
sobra um querer estar estar perto que só me afasta. me afasta dos meus princípios. me afasta de qualquer ponto considerado racional.
cansei das tuas explicações mal explicadas, do teu descaso comigo. cansei de enxergar coisas onde não há coisas.
eles podem dizer que você é o cara mais idiota, o cara mais feio, o cara mais qualquer outra merda do mundo. eu acho você bonito e gosto do teu sorriso, o seu olhar me ilumina.
sexta, foi um daqueles dias de drama, sabe? tava chovendo, eu tava caminhando sozinha pela augusta e pensando que você poderia estar por ali, que de repente a gente podia tomar um café juntos e eu te contar a tragédia do meu dia. eu não te vi, não te liguei, nem pensei em o fazer. você não me convence. você não vê importância.
eu devo parecer uma maluca. uma maluca que você conheceu sem querer. a maluca que te admira.
não, eu não te admiro, mas eu queria admirar e muito. você nem sonha isso.
você não sonha, mas eu vi seus olhos brilhando quando a gente falava de nossos próprios olhos.
você não vai entender que isso é pra você, não vai.
e se isso chegar a você, isso não é pra você!
com carinho, um beijo!
jogado fora por Aline
9:39 PM
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